Capítulo 32

Ele chegou até a pensar que talvez fosse melhor assim. O Marquês era quem detinha a chave para retornar ao mundo original deles. Se era uma mulher que não tinha a menor intenção de abrir as pernas para ele de qualquer forma, então ao menos usar o corpo dela para arrancar informações seria algum lucro.

Mas que droga. Já que ela caiu tanto nas graças do Marquês, não podia ter conseguido me transferir para um posto mais confortável?

O ressentimento de Sehyun em relação a Anna só aumentava.

Além disso, fazia bastante tempo desde a última vez que ela fora visitá-lo, então ele sequer tinha onde descarregar sua insatisfação.

Os que desconheciam as circunstâncias o bajulavam enquanto tentavam arrancar informações sobre Anna. Pareciam convencidos de que ela ainda se encontrava secretamente com seu “irmão mais velho”.

Toda vez, era uma sensação desagradável forçar um sorriso constrangido para despistá-los.

Mesmo que tivessem terminado, ela ainda era a única viajante dimensional como ele naquele mundo. Se tivesse ao menos um mínimo de consideração por ele, não o teria abandonado daquela forma.

Maldita sem coração. Até agora continua traçando uma linha e me tratando com desprezo. Mesmo que encontrasse uma forma de voltar ao nosso mundo original, seria igual. Nunca me contaria por vontade própria.

No início era apenas uma hipótese.

Mas, quanto mais pensava nisso, mais plausível parecia.

Talvez Anna já tivesse encontrado uma pista para voltar para casa e estivesse escondendo aquilo apenas dele.

O pensamento fez um arrepio percorrer o corpo de Sehyun.

Ele não podia simplesmente ficar sentado assistindo.

Precisava fazer alguma coisa…

Para isso, precisava encontrar uma forma de se ligar à mansão de algum modo.

Precisava de alguém que pudesse observar Anna e lhe reportar tudo.

Os olhos de Sehyun brilharam.

Quebra de página

— Ah… ah… ah… ah…!

Gemidos se espalhavam por toda parte, como pérolas rolando após o rompimento de um colar.

Era uma união absurdamente barulhenta.

Rothbart passou a língua pelos lábios ao contemplar o corpo nu e alvo que desabava sob ele.

E se adornasse aquela pele despida apenas com um grosso colar de pérolas?

A cada movimento, as pérolas tilintariam umas contra as outras…

Só de imaginar, a cena parecia sensual e elegante ao extremo.

Os seios de Anna estavam presos sob as grandes mãos de Rothbart.

Ele apertava seus mamilos inchados enquanto seus dedos exploravam os recantos mais sensíveis de seu corpo.

— Ngh…!

Seus mamilos, sugados e mordidos incontáveis vezes, estavam inchados e marcados pelos dentes.

Movendo os quadris, Rothbart observava com satisfação a segunda “Ianna” que havia moldado com as próprias mãos.

Desde o incidente do jardim, Rothbart passou a levá-la para a cama.

Antes, muitas vezes terminava tudo rapidamente, sem sequer se preocupar em despi-la direito.

Agora, parecia apreciar cada etapa, removendo suas roupas uma a uma.

Foi também desde aquele dia que passou a exigir que ela voltasse a usar roupas íntimas.

O corpo de Anna, coberto de suor, se contorcia impotente sobre os lençóis.

Como alguém tentando escapar de uma correnteza, ela se afastava, mas Rothbart agarrava suas nádegas e a puxava de volta sem qualquer piedade.

— Ah!

— Haa… Anna…

De vez em quando, Rothbart chamava seu nome.

Embora fosse praticamente o mesmo nome de sua esposa, a sílaba ausente os tornava pessoas completamente diferentes.

E, por algum motivo, ouvir Rothbart chamá-la de Anna lhe trazia uma estranha alegria.

Mesmo enquanto gemia, seus lábios se curvavam levemente.

— Anna… Anna…!

Só os movimentos de Rothbart já eram suficientes para fazê-la estremecer.

Mas quando sua voz rouca, áspera como metal raspando contra metal, chamava seu nome, seu ventre tremia ainda mais e seu corpo reagia com intensidade.

Talvez percebendo instintivamente essa diferença, Rothbart repetia seu nome várias vezes.

No começo, ele comparava seus movimentos aos da Marquesa e emitia julgamentos.

Agora, não dizia mais nada.

Apenas pronunciava seu nome entre respirações pesadas e gemidos abafados.

A saliva dos dois se misturava.

Os corpos úmidos de suor deslizavam um contra o outro.

O quarto não estava quente.

Ainda assim, o calor que emanava deles tornava difícil respirar.

Quanto mais suas consciências se tornavam nebulosas, mais desesperadamente se agarravam um ao outro.

Pouco antes de atingir o clímax, Rothbart retirou-se abruptamente.

Jatos de sêmen branco e espesso se espalharam sobre o ventre liso de Anna.

— Huu…

Assustada, Anna ergueu o corpo involuntariamente.

Ultimamente, Rothbart vinha evitando terminar dentro dela.

Mesmo sem qualquer sinal de gravidez.

Tomada pela ansiedade, ela finalmente perguntou:

— Por que… por que não…?

Mas não conseguiu terminar a frase.

Constrangida, apenas baixou os olhos.

Rothbart a observou.

— Por quê? Quer que eu termine dentro?

Havia um raro brilho divertido em seu olhar.

Sua voz estava cheia de provocação, muito diferente de seu comportamento habitual.

— Diga que quer. Então eu vou ficar excitado outra vez.

Anna lançou-lhe um olhar indignado.

Era evidente que ele estava zombando dela.

Como se ela realmente desejasse aquilo…

Mas, no fim, quem deseja algo é quem acaba cedendo.

Após muita hesitação, Anna mordeu o lábio.

Então, timidamente, abriu as pernas e sussurrou:

— Dentro… por favor…

— Ha!

O sorriso de Rothbart se alargou.

Foram apenas algumas palavras.

Ainda assim, bastaram para reacender completamente o desejo dele.

— Você realmente é fácil de convencer.

Murmurando incrédulo, ele soltou uma risada baixa.

— Muito bem. Já que uma dama tão altiva pediu com tanta sinceridade, seria indelicado recusar.

Pouco depois, Rothbart voltou a possuí-la.

— Ahhk!

O rosto de Anna, vermelho de vergonha, logo foi tomado por um calor intenso.

Seu corpo, já sensível, reagia de forma ainda mais intensa.

O prazer a atingia sem misericórdia.

Seu raciocínio se dissolvia aos poucos.

Ela acabou se agarrando a Rothbart com desespero.

— Ah… ahh! Roth… haa!

— Diga, Anna. O que você quer?

— Haa… por favor…

As palavras que jamais pronunciaria em plena consciência escapavam de seus lábios.

Um sorriso satisfeito surgiu no rosto de Rothbart.

Ele beijou a testa úmida dela e murmurou:

— Sim… vou lhe dar exatamente o que pediu.

Depois disso, Anna perdeu completamente a noção do tempo.

O prazer vinha em ondas sucessivas.

Seu corpo estremecia repetidamente.

A cada vez que acreditava ter alcançado o limite, outra onda ainda mais forte a engolia.

No instante do último clímax, Rothbart a puxou para si e tomou seus lábios.

A saliva dos dois se misturou novamente.

Insatisfeito apenas com aquilo, ele aprofundou o beijo, como se quisesse devorar cada gemido que ela emitia.

— Uhn… mmh…!

— Haa…

Somente muito tempo depois ele se afastou.

Anna mal conseguia pensar.

Seu corpo inteiro tremia.

As pernas permaneciam abertas, sem forças sequer para se mover.

— Está satisfeita agora?

— Haa… haa…

Ofegante, Anna não conseguiu responder.

Seu corpo ainda estremecia sob os efeitos do prazer.

Ela não conseguia mover nem um dedo.

Muito menos fechar as pernas que permaneciam abertas sobre os lençóis.

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