Capítulo 19
— Haa… ah… ahh!
— Hm…
À medida que o membro de Rothbart avançava e recuava com firmeza, afundando cada vez mais fundo, Anna se debatia sem saber onde apoiar as mãos.
Por fim, como alguém que se agarra desesperadamente a uma tábua em meio ao naufrágio, ela segurou com força o antebraço de Rothbart, que envolvia sua coxa.
— Haa… se há algo em que você é exatamente igual a ela… é nisso.
Rothbart estalou a língua.
Seus olhos carmesins brilhavam de prazer.
Por fora, mantinha a aparência serena de sempre, mas pequenas gotas de suor já se acumulavam ao longo de sua mandíbula, denunciando o calor que consumia seu corpo.
— Ah… ahhh! Nngh! Uhnn…!
— O comprimento do meu pau e a profundidade da sua boceta… se encaixam perfeitamente.
Cada investida fazia seu sexo bater contra as nádegas de Anna.
Ele avançava até o limite.
Até onde conseguia.
Profundo.
Tão profundo que ela tinha a sensação de que seria rasgada por dentro.
— Minha esposa também… sempre estremecia quando eu a fodia assim.
— Aaah!
O ritmo aumentou.
As unhas de Anna arranharam o antebraço dele, deixando marcas avermelhadas.
Suas coxas tremiam sem controle, mas Rothbart ignorou tudo e a penetrou ainda com mais força.
— Mestre… por favor… ahh… ahh!
— Não é mestre.
Rothbart sussurrou enquanto depositava um beijo na ponta de seu pequeno queixo.
— Eu disse para me chamar de Roth… minha Ianna.
— Ugh… ngh… ahhh!
Pouco depois, seus lábios capturaram os dela.
Os gemidos carregados de luxúria misturaram-se à saliva.
Rothbart sugava sua língua como se pretendesse beber cada som indecente que escapava de sua boca.
Os suspiros entrecortados dos dois se confundiam.
Pela sala ecoavam apenas os sons obscenos da carne se chocando e da umidade que se espalhava a cada movimento.
Tudo o que Rothbart fazia incendiava Anna.
Onde suas mãos tocavam.
Onde seu membro avançava.
Onde sua respiração roçava sua pele.
Sem perceber, as pernas abertas de Anna acabaram se fechando ao redor de sua cintura.
Ela não sabia se sempre fora tão vulnerável àquele tipo de prazer…
Ou se Rothbart simplesmente conhecia seu corpo bem demais.
Erguendo apenas seus quadris, Rothbart a pressionou para baixo.
A cada estocada, seu corpo era empurrado e sacudido sobre a mesa.
Quando seu sexo escapava parcialmente para fora, ele o enterrava novamente em suas profundezas febris com um sorriso enviesado.
— Mas ainda está apertada…
A voz dele saiu rouca.
— Para me receber tão bem quanto ela recebia… ainda teremos de trabalhar nisso.
Sua mão apertou a curva de sua cintura.
— Por enquanto… vou me concentrar em abrir você aos poucos.
— Nngh!
A visão de Anna piscou.
Sua cabeça girou.
Ela já não conseguia pensar direito.
Queria apenas se deixar levar.
Ser engolida completamente por aquelas ondas de prazer que a arrastavam sem piedade.
Então, de repente…
O sexo de Rothbart pulsou violentamente dentro dela.
Como um balde de água fria.
O torpor desapareceu.
E o medo tomou seu lugar.
Se realmente engravidasse daquele jeito…
Tão rápido…
Sem sequer estar preparada…
Não.
Ainda não.
Precisava de tempo.
Precisava pensar.
Desesperada, Anna tentou impedi-lo.
— N-não… espere! Hoje não… por favor… fora…
— Se eu não gozar dentro… como pretende engravidar?
Rothbart zombou dela.
Logo em seguida, desferiu um tapa firme em sua nádega.
Anna se agitou em pânico, tentando escapar.
Mas estava empalada até a raiz.
Não havia para onde fugir.
— Depois… não agora… ngh… ahhh!
— Não cabe a você decidir quando ou onde eu vou gozar.
A voz dele tornou-se grave.
Possessiva.
— Isso é algo que eu decido. Entendeu?
Sua mão apertou com força suas nádegas enquanto ele avançava mais uma vez.
Anna balançou a cabeça.
Lágrimas se acumularam em seus olhos.
Mas Rothbart apenas sorriu de forma cruel e continuou devastando seu corpo.
— Com quem você acha que fez um acordo?
Outra estocada.
Profunda.
— Acha mesmo que pode voltar atrás?
Claro que não podia.
Rothbart soltou uma risada baixa.
Então avançou uma última vez.
Com toda a força.
Como uma cunha sendo cravada até o fim.
— Aaahh… ahhh!
— Haa… ngh… Ianna…!
Seu corpo estremeceu.
Logo depois, o orgasmo o atingiu.
O sêmen jorrou profundamente dentro dela.
A sensação abrasadora espalhou-se por suas entranhas.
Como fogo líquido.
Anna arqueou a cintura e soltou um gemido agudo.
— Ahhh…!
Enquanto descarga após descarga era derramada em seu interior, suas paredes inchadas se contraíam ao redor dele.
Apertavam.
Pulsavam.
Como se não quisessem permitir que uma única gota escapasse.
Rothbart observou a cena e soltou uma risada satisfeita.
Então pousou a palma da mão sobre o ventre pálido e delicadamente côncavo de Anna.
Acariciando-o, sussurrou:
— Se deseja voltar ao seu mundo o mais rápido possível…
Sua voz parecia estranhamente afetuosa.
— Então teremos de nos esforçar bastante, não é?
— Haa… haa…
— Estarei contando com você.
Com isso, deu um leve tapa em sua nádega e se afastou.
Quando seu sexo finalmente deixou seu corpo, uma sensação inesperada de vazio a atingiu.
Anna tentou recuperar o fôlego.
Tentou reunir forças.
Mas seu corpo não a obedecia facilmente.
Enquanto isso, Rothbart já havia se vestido completamente.
As roupas que ela o ajudara a vestir estavam espalhadas pelo chão.
— Vista-se e venha.
O homem que há poucos instantes a possuíra sem qualquer contenção já havia voltado a parecer o cavalheiro perfeito.
Observando Anna ainda caída sobre a mesa, acrescentou:
— Agora que a inspeção terminou… está na hora de pagar o preço.
Então saiu.
O rangido da porta se fechando foi seguido pelo som pesado de seus passos se afastando corredor adentro.
Sozinha na sala, Anna encolheu o corpo sobre a mesa.
No auge do prazer, sentira-se lançada às alturas.
Mas a queda era igualmente brutal.
Como despencar de um precipício diretamente sobre a pedra.
Um gemido dolorido escapou de seus lábios.
O corpo que antes ardia em calor agora esfriava rapidamente.
Mesmo já tendo passado por aquilo antes, o sentimento de repulsa por si mesma continuava quase insuportável.
Vestígios da violência de Rothbart escorriam lentamente por suas coxas.
Anna sentia-se como um pedaço de papel amassado.
Marcado.
Manchado.
Descartado.
As palavras dele eram verdadeiras.
Já não havia caminho de volta.
Era o destino inevitável de alguém que fizera um pacto com um demônio.
No instante em que aceitara sua proposta, fora como entregar-lhe a coleira presa ao próprio pescoço.
Pensando bem…
Desde o começo ela jamais passara de alguém debatendo-se na palma de sua mão.
Restava apenas uma escolha.
Acostumar-se rapidamente àquela situação.
Talvez esse fosse o caminho menos doloroso.
Com os olhos baixos, sombrios e silenciosos, Anna permaneceu imóvel.

