Capítulo 25
O som das folhas roçando contra seu corpo fez Anna se sobressaltar.
Ela tentou erguer a cabeça.
— E-espere. Tem alguém…
Eles estão vindo.
Anna sequer conseguiu terminar a frase.
Rothbart puxou sua cabeça com força em direção ao próprio sexo.
— Parece que não temos escolha. Apenas chupe a ponta.
— Mmph… mmph…!
— Ha… Isso. Exatamente assim…
Um ronco satisfeito vibrou na garganta de Rothbart.
Ele não demonstrava a menor intenção de soltá-la antes de alcançar o clímax.
Enquanto Anna agitava os braços em pânico, o som se aproximava cada vez mais.
E, por fim, sua esperança desesperada foi cruelmente destruída.
— Mestre. O almoço está pronto.
Ao ver o jardineiro surgir, Anna congelou.
Mesmo ser mergulhada de cabeça em água gelada teria sido menos chocante.
— Mmph… mm…
— Mais cedo do que eu esperava.
— Então… devo pedir à cozinha que sirva mais tarde?
Rothbart respondeu ao jardineiro com absoluta naturalidade.
Claro que responderia.
Ele era esse tipo de homem.
Mas o que realmente era estranho era o fato de o jardineiro, que acabara de se deparar com a visão chocante de uma criada chupando o sexo do próprio senhor, agir como se nada estivesse fora do comum.
Será que todos na mansão já sabiam sobre ela e Rothbart?
Humilhação e confusão se misturaram no rosto de Anna enquanto seus olhos se moviam inquietos.
Foi então que ela percebeu que o olhar do jardineiro estava vago e sem foco.
Era como se ele simplesmente não conseguisse vê-la.
Ignorando completamente o homem, Rothbart pressionou a ponta do membro contra os lábios de Anna e a deslizou pela bochecha macia dela enquanto respondia:
— Sim. Está bem assim. Entrarei em cerca de trinta minutos… Deixe tudo preparado até lá.
— Como desejar.
O jardineiro tornou a se curvar e voltou rapidamente pelo caminho de onde viera.
Inquieta, Anna não conseguiu desviar os olhos de sua figura se afastando.
— Então você ainda tem disposição para olhar para outro homem?
— Mmph!
O sexo de Rothbart bateu contra seus lábios.
Sua voz transbordava reprovação.
— O quê? Está preocupada que ele saia contando para todos que a criada estava chupando meu pau?
— Mm… mm…
— Que preocupação inútil. Você acha que eu mostraria você desse jeito para qualquer um?
Rothbart franziu as sobrancelhas grossas, assumindo uma expressão de falsa lamentação.
Para qualquer outra pessoa, poderia parecer sincero e melancólico.
Mas, para Anna, que estava com o membro dele em sua boca, aquilo era simplesmente ridículo.
Agora que o jardineiro tinha ido embora, ela finalmente podia relaxar.
Rothbart inclinou a cabeça para trás, apreciando cada sensação que a boca de Anna lhe proporcionava, e soltou um gemido profundo.
Seu pomo de Adão subia e descia a cada respiração.
A boca de Anna ficou seca.
— Demônios podem hipnotizar humanos… Aos olhos daquele homem, parecia apenas que eu estava examinando as rosas.
Rothbart soltou uma risada.
Havia muito tempo ele colocara os criados da mansão sob hipnose.
Mesmo que testemunhassem sua relação com Anna, seriam incapazes de percebê-la.
Só então Anna se lembrou do que ouvira certa vez na aldeia sobre a hipnose dos demônios.
Embora Rothbart agora a utilizasse apenas como substituta para satisfazer seus desejos, imaginar tudo o que ele poderia fazer com aquele poder lhe causou arrepios.
E se algum dia ele a hipnotizasse…
Percebendo seu medo, Rothbart zombou:
— Infelizmente para você, hipnose não funciona em cisnes. Caso contrário, eu já teria ordenado que abrisse bem as pernas e gritasse de prazer bem aqui.
A ideia era aterrorizante.
Mas saber que a hipnose não surtia efeito nela trouxe um pequeno alívio.
Rothbart voltou a sorrir de um modo que Anna não conseguiu compreender e forçou a abertura de seus lábios cerrados.
— Mas… até mesmo esse inconveniente tem seus encantos.
— Mmph!
— Essa sua atitude rebelde sempre me provoca.
Seus lábios foram abertos novamente.
Desta vez, ele avançou mais fundo.
Anna engasgou quando o membro bloqueou sua garganta.
Talvez satisfeito com a resistência oferecida por sua língua, Rothbart moveu os quadris com mais força.
Sem conseguir suportar, Anna tentou recuar.
Mas, presa pela mão dele segurando sua cabeça com firmeza, não conseguiu escapar.
Seu rosto ficou vermelho.
Os braços se agitavam inutilmente no ar.
Observando sua resistência, Rothbart sussurrou em voz baixa:
— Claro, só porque a hipnose não funciona em cisnes não significa que outras magias também não funcionem. Seria melhor tomar cuidado. Continue testando minha paciência e talvez eu faça com que você nunca mais consiga andar.
Ao ouvir aquelas palavras ameaçadoras, o medo tomou conta dos olhos de Anna.
Seus movimentos frenéticos diminuíram.
Ela passou a aceitar passivamente a crescente sensação de sufocamento.
As pernas enfraqueceram.
Seu corpo cedeu.
Felizmente, pouco antes de perder a consciência por falta de ar, o membro de Rothbart, já avermelhado ao extremo, estremeceu.
O prazer o atingiu em cheio.
No auge do clímax, ele retirou-se abruptamente da boca dela.
Enquanto Anna buscava ar desesperadamente, um líquido branco e espesso espalhou-se por seu rosto.
— Haa…
— Cof… cof…
Anna tossiu repetidamente.
Também espirrou várias vezes.
Os cílios, pesados e grudados, mal conseguiam se abrir.
Fios esbranquiçados permaneciam presos às suas pestanas.
Satisfeito, Rothbart sorriu.
Com os dedos, limpou seus cílios delicadamente.
As pestanas de Anna tremularam como asas de borboleta encharcadas pela chuva.
Atrás dela, as roseiras estavam em plena floração.
Observando-a como se tivesse sido lançada entre rosas vermelhas, Rothbart murmurou satisfeito:
— Você realmente combina com rosas. Ver você enterrada entre rosas vermelhas sempre me excita.
Sempre?
As palavras dele soaram estranhas.
Como se aquilo já tivesse acontecido antes.
Mas, antes que Anna pudesse organizar aquela suspeita crescente, as palavras seguintes de Rothbart destruíram qualquer possibilidade de reflexão.
— Bem… ainda temos cerca de trinta minutos.
O peito de Anna se apertou.
Como temia, seu pressentimento não a enganara.
O membro dele estava novamente rígido, como se nada tivesse acontecido momentos antes.
O rosto de Anna empalideceu.
Rothbart a forçou a ficar de quatro.
Seu corpo cambaleou antes de desabar sobre a terra.
Ele ergueu sua saia até a cintura.
Anna sentiu o sangue gelar.
Já sabia exatamente o que viria a seguir.
Seu corpo reagiu antes mesmo que pudesse impedir.
Um calor pulsante espalhou-se por seu ventre.
Tomada pela vergonha daquela resposta involuntária, ela fechou os punhos.
Rothbart a abraçou por trás, apertando-a contra si como uma fera dominada pelo cio.
Então sussurrou junto ao seu ouvido:
— Outra rodada não parece uma má forma de passar o tempo.
— Ah…!
Anna já não conseguia afastá-lo.
Não tinha qualquer argumento que pudesse fazê-lo parar.
Tudo o que podia fazer era suportar até que o desejo dele se esgotasse.
Não.
Aquilo era apenas uma desculpa.
A verdade era que seu próprio corpo também o desejava…
Anna fechou os olhos com força.
Seu corpo estava mudando.
E fora ele quem a transformara daquela maneira.
Pouco depois, ele a invadiu.
Sua mente pareceu ser lançada dentro de um caldeirão e violentamente revolvida.
Anna continuava tentando manter o controle de si mesma.
Mas não era fácil.
E assim, aquele longo e árduo tormento recomeçou.
— De fato, fazer isso ao ar livre é mais excitante.
Rothbart sacudiu as roupas amarrotadas e falou com absoluta calma.
Apanhando a bengala do chão, voltou a parecer o nobre elegante de sempre.
Ninguém imaginaria que aquele homem refinado era o mesmo que acabara de possuir sua criada no jardim.
— Da próxima vez, que tal o salão de jantar? Estou ansioso para derramar vinho tinto sobre sua pele pálida.
— …Até onde pretende ir para me humilhar?
Com grande esforço, Anna ergueu os olhos e lançou-lhe um olhar carregado de ressentimento.
Fosse decepção ou raiva, uma emoção que ela não conseguia nomear consumia seu peito.

